segunda-feira, 2 de julho de 2007

A primeira cadela a duas

Curral das Freiras
No longíquo ano de 1998, fomos 4 do continente para a Ilha da Madeira ter com um ex-colega que é nativo e que ia fazer de guia turístico .
Começámos bem, fomos jantar as belas das espetadas ao Estreito de Camara de Lobos onde eu e a minha rica kumadre virámos uma garrafinha de vinho branco e, para terminar bem o jantarinho, ainda bebemos uns 2 ou 3 copinhos de 1 licor verde delicioso que o senhor do restaurante tinha e que não nos quis vender, o parvo... e não é com carinho.
Saídos do restaurante fomos para uma tasca em Camara de Lobos provar a poncha e os outros cocktails que o dono para lá inventa. Eu e a kumadre começámos a beber a poncha aos goles pikeninos, mas o dono da tasca explicou-nos como se deve beber a poncha... de penalty. Olhámos uma para a outra, dissemos "que se lixe" (não propriamente por estas palavras) e lá bebemos de um só gole. Não sei se às prestações aquilo sabe igual, mas de penalty aquilo não é bom, é muuuuiiiiiito boooom.
Lá continuámos a provar mais bebidas que o senhor preparava com uma precisão absoluta, quer lhe pedissem 2 ou 3 ou 4, ele fazia a medida certa, nem a mais nem a menos. Acho que o senhor anda a desperdiçar talento, deviam pô-lo à frente dos grandes projectos deste país, acabavam-se as derrapagens nos orçamentos.
Depois de beber o que havia para beber (já não me lembro bem, mas havia vacas brancas, pretas, cabras das mesmas cores...) fomos dar uma volta para apanhar ar. Não me lembro quem o comprou, mas já íamos de caralhinho na mão e ríamos tanto que os nossos companheiros de viagem fingiam que não nos conheciam.
Antes de irmos para casa ainda voltámos a tasca para mais uma poncha. Aliás ficou como tradição, depois de andarmos a passear durante o dia, não voltavamos a casa sem beber a bela da poncha.

Em baixo podem ver o estado em que ficámos, távamos muita bêbedas, mas conscientes e no dia seguinte fresquinhas que nem umas alfaces. Antes que as más linguas comecem a dizer que tou para aqui a denegrir a imagem da kumadre, e não convém nada porque ela é mulher casada e mãe de filhos e há que manter a postura, a foto é publicada com autorização dela.

Eu e a kumadre

6 comentários:

Nanda disse...

Tenho cá a impressão, que deixaste de beber.....

Pedro Morais disse...

belas figurinhas..... até tenho vergonha de ser tê primo

Anónimo disse...

Se esta é a primeira, concerteza deve haver mais, queremos ver...................

Zana disse...

Há outra, pior que esta, mas felizmente não há provas.

Sofia Melo disse...

Eu sou a cumadre!! Pois, como esta, houve outra também muito interessante!!!
Mas graças a Deus não há provas, só testemunhas!! E se elas falarem, vão ter de... "puff"!!
Devo acrescentar que esta foi divinal, principalmente porque não houve ressaca!! (Sorte de principiante!)

Zana disse...

Espero bem que as testemunhas não contem que andei a dançar sevilhanas ao som de martelinhos ;)
Apesar dos trabalhos de enfermagem, foi uma bela noite, muito bem passada. Durou até ao raiar do dia.
Bendita coca-cola!!!!