segunda-feira, 31 de agosto de 2009
sábado, 27 de setembro de 2008
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Conduzir ao contrário

A primeira rotunda que se faz é tão assustadora que vocês não imaginam... e não ia a conduzir. Mesmo com um chouffer é muito estranho fazer as rotundas no sentido dos ponteiros do relógio. Por sorte entre o aeroporto e o hotel haviam tantas rotundas que, quando cheguei ao destino as rotundas já não me faziam confusão.
Só quando se conduz ao contrário é que nos apercebemos da quantidade de coisas que fazemos ao volante sem pensar:
- Piscas: das primeiras vezes que queria assinalar a minha mudança de direcção ligava as escovas do para brisas (os coisinhos estavam trocados);
- Mudanças: passei a conduzir com a mão direita no volante e a esquerda na manete das mudanças. Porquê? Porque já me doía os nós dos dedos de tanto bater na porta de cada vez que mexia nas mudanças;
- Espelhos: sempre que queria ver se vinha alguém atrás de mim olhava pela janela à procura dum espelho que estava do lado oposto, do lado esquerdo. Se queria ver se podia ultrapassar ou mudar de faixa olhava para o tablier do carro;
- Marcha a trás: foi das cenas mais engraçadas que fiz. Quando faço marcha a trás tenho o hábito de me virar para trás em vez de controlar a manobra pelos 3 espelhos. Em Malta não me virava para trás, fazia contorcionismo para conseguir ver alguma coisa. Em vez de rodar o corpo para a esquerda (o meio do carro estava à esquerda) não, rodava para a direita e inclinava-me para a esquerda para conseguir ver o vidro traseiro do carro;
- A caixa de velocidades é igual, mas vamos sentados do lado errado. Ou seja, a 1ª em vez de ser junto ao banco onde vamos sentados é encostada ao banco do pendura. Por diversas vezes que quase engatei marcha a trás quando estava a reduzir para 2ª a chegar aos cruzamentos.
Aconselho vivamente a experiência, mas assim num ambiente "calmo", porque a aventura até correu bem. Se fosse em Londres... nem quero pensar.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Vila assombrada

Para além de todas as atracções, Malta tem também uma vila assombrada, eu e o primo temos provas. Numa das nossas voltinhas pela ilha deparámo-nos com Marsaxlokk.
A vila tem a sua importância: tem o segundo maior porto natural de Malta, local onde se encontram bons restaurantes para comer peixinho e a origem do nome é gira, deriva de marsa que significa porto e Xlokk que é o nome do vento que passa por ali e que vem de África. E tem óptimo aspecto, acolhedor e simpático, mas não se deixem enganar.
A vila está possuída, só pode. Porquê?

Porque eu e o primo queríamos atravessar a vila para poupar caminho, entrámos 3 vezes em Marsaxlokk e, apesar de termos feito caminhos diferentes dentro da mesma, saíamos sempre pelo mesmo sítio, não conseguimos atravessá-la. Resolvemos ir dar a volta maior com medo de ficarmos presos dentro de Marsaxlokk para sempre. Foi de tal forma assustador que passados 11 anos ainda nos lembramos do nome da terra.
Curisosidade: o clube lá da terra sagrou-se campeão nacional de futebol pela primeira vez este ano (cá para mim tem dedo do Demo).
A ilha das surpresas
Decorria o ano de 1996 e o primo, num dos habituais devaneios sugere 1 viagem a Malta. As únicas coisas que sabia sobre Malta era que ficava no mediterrâneo, algures a sul de Itália e eram uma antiga colónia Britânica. Fomos de lua-de-mel, 10 dias para conhecer a terra que viu nascer a "minha avó maltesa".Malta é um país de contrastes, ou melhor, de misturas. Devido à posição estratégica que têm no meio do Mediterrâneo, foram invadidos por toda a gente ao longo da história, até terem pedido “asilo” à Grã-Bretanha. Foram invadidos por um monte de povos: Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos, Árabes que converteram a ilha ao Islamismo e cuja influência ainda se vê nos edifícios e na língua, um conde Siciliano que reconverteu o pessoal ao cristianismo, os espanhiois também lá meteram o bedelho enviando cavaleiros que criaram a Ordem de Malta e governaram a ilha até Napoleão lá ter chegado e ser corrido pelos britânicos. Estes últimos foram corridos em 1979, apesar da ilha ser independente desde 1964.
É pikenina, não se percebe uma palavra de maltês, mas é um óptimo local para sopas e descanso.


Na altura, em 1996, havia imensa oferta de excursões, tanto de barco como de autocarro, por isso sítios onde ir passear não faltam. Em Agosto há sempre festa em algum local da ilha, todos os dias víamos fogo de artifício da varanda do hotel. E rent-a-car também eram aos magodes. Também dava para fazer vida de lorde. Já ouvi dizer que Malta já não é tão barata como quando fomos, mas na altura era baratíssima.
Podem ler uma reportagem sobre Malta da Rotas&Destinos e um dia destes contarei as restantes aventuras na ilha, foram bué ;)