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sexta-feira, 13 de julho de 2007

Passeio à Idade Média

Mercado Medieval
Mesmo quase a partir em trabalho de pesquisa, deixamos aqui mais uma sugestão, uma visita ao Mercado Medieval de Óbidos. O facto de ter lá a prima (não é a irmã do primo) a vender ginja, fez-me meter no carro a caminho de uma das 7 maravilhas tugas depois do trabalho, e arrastar a outra blogueira comigo. O Mercado decorre até dia 22 de Julho, na Cerca do Castelo (entram na vila e seguem pela Rua Direita até ao fim, a bilheteira é ao cimo das escadas) e, meus amigos, vale a pena a visita.
Animação não falta, desde música da época (para quem gosta, como nós, eles têm Gaita de Foles) a actores e figurantes para ajudar a criar o ambiente, tabernas para matar a fome com grelhados e sopinhas e, claro, as barracas com artesanato mouro e espanhuel (sacanas metem o bedelho em tudo). Para os mais atrevidos existem também as chamadas “meninas”, mas são “meninas” de rua (como isto é um blog sério, não se pode dizer putas). Tenham cuidado com os maridos (ou com as esposas) porque elas são atrevidas e querem fazer negócio. Também existem duendes, um bocadinho altos, mas com umas orelhas tã lindas.

Lagar da Mouraria

Antes de irmos para o Mercado e por não sabermos que havia onde comer lá dentro, fomos ao Lagar da Mouraria comer um chouriço assado e beber um vinho. Descobri este bar/restaurante (sei lá o que chamar àquilo) quando fui há 3 anos ao Festival do Chocolate. Para fugirmos do trânsito de gente na Rua Direita, fomos pelas outras ruazinhas para chegar à Cerca e demos com o Lagar. Fica um bocadinho escondido, mas há placas a indicar o caminho, a partir da Rua Direita. Tem chouriço, morcela e farinheira para assar, prato de Tapas (queijo, fiambre e presunto) e um vinho da casa que é óptimo. Ontem estavam uns bifes muito british na mesa ao lado da nossa que, quando viram a gente a assar o chouriço, acharam aquilo nojento. Sabem lá eles o que é bom, se provassem de certeza que ficavam doidos com aquilo. Parvalhões.

Castelo

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Mosteiro da Batalha

Mosteiro da Batalha
Era eu ainda uma catraia, e como ainda sou do tempo que não existia a A1 (auto-estrada Lisboa / Porto), só existia a Nacional 1, era o nosso destino para quem viajava para norte. Ora isto tudo, para dizer que se havia um momento que eu fazia de tudo para não dormir, era por causa de conseguir chegar até à Batalha, ainda acordada, e poder vislumbrar, mais uma das milhentas vezes O Mosteiro da Batalha (em resposta à minha amiga Sofia, este é o meu eleito das 7 Maravilhas Tugas).

O convento de Santa Maria da Vitória, apesar de ser mundialmente conhecido como Mosteiro da Batalha, foi mandado edificar por D.João I, como agradecimento ao divino e celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota. Este edifício trata-se do mais acabado exemplo do Gótico em Portugal.
Sabiam que neste monumento (Sala do Capítulo) está o túmulo do soldado desconhecido? À pois é, e como é natural, tem sempre dois “jeitosos” militares, a fazer-lhe a guarda de Honra, outros dos bons motivos para uma visita.
Mas não é só por isso, principalmente é um dos monumentos com mais simbolismo patriótico e nacionalista, e também porque encerra um significado histórico glorioso, relacionado sobretudo com a dinastia de Avis. Património da Humanidade, e na lista das maravilhas nacionais.

domingo, 1 de julho de 2007

7 novas Maravilhas do Mundo

Das 21 finalistas, já visitei 3 e gostava muito de visitar outras 6, pelo menos. A minha favorita é sem dúvida as piramides em Gizé, que já têm lugar cativo nas novas. Só o facto de estar na base da piramide e contemplar os 140 metros (originalmente tinha 147) é suficiente para impressionar qualquer um. Ouvir a história da construção, impressiona ainda mais, especialmente por haver 3 teorias para a forma como os blocos de pedra (alguns com 30 toneladas) foram colocados, não se sabe ao certo como os antigos egípcios o fizeram. E por fim, o que impressiona, é a piramide ter 4500 anos e ainda lá está.

Eu armada em árabe
Piramide de Kheóps












Coliseo de Roma


Hagia Sophia
Hagia Sophia

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Passeio de Domingo a TOMAR

Janela Manuelina Este Domingo fui a Tomar, por motivos desportivos, e não deixei de aproveitar a minha deslocação, para umas visitas turístico/cultural.

De entre elas destaco a subida ao
Convento de Cristo, COISA LINDA! (é uma das 21 candidatas a 7 Maravilhas Tuga. )

Além da famosa Janela Manuelina, a célebre charola, foi uma das visões que mais me impressionou. Só neste monumento arquitectónico podemos verificar várias, e diferentes marcas de arte, tais como o Romantismo, o Manuelino, o Gótico, e por fim o Barroco.

Depois, fazer um passeio à beira rio Nabão é sempre agradável, e se forem acompanhados de uma guia turística, como a que me acompanhou, D.Domi, garanto-vos que é um dia extremamente bem preenchido, e cheio de emoções. Recomendo uma visita, e lembrem-se sempre “Vá para fora cá dentro!”

domingo, 24 de junho de 2007

A minha "7ª Maravilha" Tuga preferida

O Pedro defende as cores Algarvias, com a Fortaleza de Sagres. Eu defendo o monumento que, entre os candidatos, mais significado tem para mim, o Castelo de Óbidos. E porquê? Porque o meu pai é natural desta bela localidade, que dantes era à beira-mar plantada, fui lá umas 845.273 vezes, mais coisa menos coisa, de visita aos avós, que moravam junto à muralha do lado de fora da vila. Quando era miúda e chegava a Óbidos, não descansava enquanto não ia à Porta da Vila comprar tremoços e pevides à senhora que estava sempre lá. Às vezes ainda tinha direito a colares de pinhões, que o meu pai ainda me traz, cada vez que vai à feira de Santo Antão. Ou ir até à fazenda do avô apanhar ameixas, de preferência de moto (tipo famel) ou, melhor ainda, de mula.

Apesar do número de visitas, continuo a adorar cada regresso. Não me fascina tanto como a quem visita Óbidos pela primeira vez, ou não foi lá tantas vezes como eu, mas sinto-me em casa e continuo a adorar aquilo. Excepto nas alturas que “está à pinha”, excesso de gente estraga a vila. Adoro percorrer a Rua Direita desde a porta da vila até ao Castelo (onde é a
Pousada), voltar pela Rua Josefa d’Óbidos, dar a volta à muralha para desfrutar das vistas.A última foi algures o ano passado, ver a ópera Fígaro na Cerca do Castelo.

Não vos vou contar a história do castelo, para isso têm o Wikipedia ou o site das 7 Maravilhas Tugas. Só vos digo que vale a pena a visita, quem não conhece, tem aqui um aperitivo. Foi de onde as fotos deste poste foram descaradamente roubadas. Espero que o autor das fotos não se zangue comigo por colocar aqui o link do Flickr sem autorização, mas tem as fotos mais lindas que encontrei de Óbidos.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Fortaleza de Sagres

Sendo eu um moçito dos Algarves, cá venho eu puxar nos meus galões e porpagandear a candidatura da ponta mais linda deste Portugal, a maravilha nacional.
Fortaleza abaluartada, muito remodelada na segunda metade do século XVIII mas integrando um torreão quinhentista. À entrada, salienta-se o portal neoclássico da Porta da Praça. O perímetro fortificado com baterias e canhões, compreende toda a Ponta de Sagres e engloba os antigos armazéns de apetrechos e as ruínas do paiol, bem como as casamatas, a casa dos capitães e as habitações da chamada "correnteza", que fecha a praça-de-armas pelo lado sul. A invulgar beleza paisagística e a presença historicamente atestada do Infante Dom Henrique (que aqui faleceu em 1460), deram a Sagres uma posição ímpar na mitografia nacional e contribuíram para a fama internacional do lugar, cuja história é indissociável da história do Promontorium Sacrum, região referenciada desde a mais remota Antiguidade e que corresponde à Costa Vicentina, desde a Ponta da Piedade ao Cabo de São Vicente e deste à Arrifana. Neste verdadeiro Cabo do Mundo conhece-se uma das maiores concentrações de menires e recintos megalíticos da Europa. Aqui estava situada a Igreja do Corvo, onde foram depositadas as relíquias de São Vicente, num santuário de culto moçárabe que atraíu numerosos peregrinos até ao século XII, altura em que, por decisão de D. Afonso Henriques, as relíquias foram resgatadas para Lisboa.
Na Fortaleza de Sagres, para além da fruição do património natural e de um espectacular panorama sobre a enseada da Mareta e o Cabo de São Vicente, podem também visitar-se os vestígios da chamada Vila do Infante anteriores às muralhas setecentistas, designadamente a torre-cisterna, a chamada "rosa-dos-ventos", uma muralha corta-ventos (coroada de falsas ameias), os restos das antigas habitações e quartéis e a antiga paroquial de Nossa Senhora da Graça, que exibe um conjunto de lápides sepulcrais e onde, por razões de conservação, está actualmente instalado o retábulo barroco pertencente à capela de Santa Catarina do Forte do Belixe.
Por tudo isto, e pela beleza visual que nos prende a uma ilusão magnifica sobre o horizonte, uma sensação de bem estar e de paz que nos assola perante tamanha beleza que deveremos votar neste Património Nacional.