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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Nomes Estranhos - Capítulo V


Mais um nome estranho, que desta vez nos leba ao nuorte, carago.
Cucujães é uma vila do concelho de Oliveira de Azeméis, com a estonteante àrea de 11,73 Km2 e 11094 habitantes e atravessada pelo rio Ul (que raio de nome).
Este lindo nome vem do latim "cucullianis" (elevação de terreno, montão), que tudo tem a ver com o terreno acidentado, mas bastante fértil, onde a vila se situa.

Cucujães é bastante antiga e no tempo dos romanos era atravessada por várias estradas, inclusivé a que ligava Coimbra ao Porto. Esta freguesia pertence, desde o tempo dos godos, a um vasto território conhecido por Terras de Santa Maria ou Terras da Feira (provavelmente foi daqui que surgiu Santa Maria da Feira, digo eu). Tinha os grandes privilégios dos outros moradores daquele território: os cavaleiros que ali viviam eram equiparados aos infanções (antigo título de nobreza inferior ao de rico-homem) e os peões tinham foros de cavaleiros.

Há imenso que ver em Cucujães, entre igrejas, capelas, pontes e afins, monumentos não faltam a esta vila.

Apesar de antiga, nada pára a modernidade nesta vila, há um semanário digital e a página da vila tem bastante informação.

Os cucujanenses devem adorar juntar-se em conbíbio, Há imensos grupos desportivos e não só. O que achei mais piada é o Grupo de Amizade, para actividades lúdico-recreativas (?). Também têm filarmónica, escuteiros, atletismo, xadrez, BTT entre outros.

(Antes que comeces com as boquinhas foleiras, descobri este nome na net, noutro blog)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Nomes Estranhos - Capítulo IV

O nome estranho de hoje leva-nos ao Oeste, mais concretamente ao concelho de Torres Vedras. Matacães é uma terriola que deve o seu nome às Guerras da Reconquista Cristã entre D. Afonso Henriques e os mouros, onde os tugas gritavam “mata esses cães”. A origem do nome até é pomposa, mas podiam arranjar outro nome mais simpático. A zona é povoada desde os tempos do Neolítico, como provam o Castro da Fórnea e a Necrópole da Portucheira (outro nome engraçado ;) ). Também existe uma lápide com motivos astrais, lucernas e um “in-fundibulum” (vá-se lá saber o que é isto) que marca as presenças romana e cartaginesa. A Igreja Matriz é dedicada a Nossa Senhora da Oliveira.

Matacães
Foto descaradamente roubada daqui.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Nomes estranhos - Capítulo III


Normalmente descubro os nomes estranhos quando vou/vamos a passeio. O feliz comtemplado de hoje descobri devido a uma visita a este blog: Valhelhas
Até tenho medo de dizer este nome em voz alta, para dizer Cheleiros é o cabo dos trabalhos, sai sempre Chelheiros.
Valhelhas é uma freguesia do concelho da Guarda, situada num vale na margem esquerda do Zêzere, a 15kms da Serra da Estrela.
Segundo o Wikipedia, surgiu antes dos romanos andarem por cá e já teve vários nomes ao longo dos séculos, cada um mais estranho que o outro. Durante os séculos XII e XIX foi sede de concelho (um dos mais antigos do país) graças a D.Sancho I que lhe concedeu o floral, devido à importância que a vila tinha.
Tem muito que ver, muralha e castelo construídos pelos romanos e parcialmente destruídos pelos franciús, Pelourinho, Igrejas, capelas, paisagens lindíssimas (dizem os senhores, eu num sei). Até praia fluvial e parque de campismo têm.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Nomes estranhos - Capítulo II

Quando o tempo nos atraiçoou durante as férias, algures no caminho entre Paderne e Alte passámos por inúmeras terrinhas com nomes estranhos, que não consegui decorar todos. A que mais gostei foi Lentiscais, pela originalidade do nome. Mas quem não é original é o tuga, porque após a pesquisa da praxe no Google, descobri pelo menos 3 Lentiscais: no concelho de Albufeira (que ficámos a conhecer), no concelho de Sines e ainda… no concelho de Castelo Branco.
Esta cena dos nomes estranhos tem a sua piada, a parte má é que pouco ou nada se encontra sobre estas terriolas. Sobre Lentiscais apenas descobri que há mais duas e que tem uma Sociedade Agrícola e Imobiliária, Lda, que deve ser a feliz proprietária da retro-escavadora que vimos estacionada à beira da estrada.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Nomes estranhos - Capítulo I

Decidi dar início a (mais) uma rubrica para dar a conhecer aos nossos leitores os nomes mais estranhos e/ou estapafúrdios de terras.
Começo com o último nome com o qual me cruzei, graças aos caminhos que a outra blogueira conhece (sabes Deus como) para fugir ao trânsito do IC19: Varge Mondar.
Após árduas pesquisas internéticas, eis o (pouco) que descobri sobre esta terra:
Varge Mondar quer dizer “fazer a monda na várzea ou vargea”, isto é, o acto de tirar as ervas daninhas do meio da cultivação pretendida, neste caso em terrenos planos perto das margens de um rio (não passa lá nenhum, nem un mísero riacho, mas enfim).
Povoação pertencente à freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra, que em meados dos anos 70/80 era uma pequena aldeia rural/operária, construída ao redor de pequenos terrenos agrícolas e da fábrica da Tabaqueira Nacional.